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Integração dos boletins de ocorrência de todo país vai auxiliar no combate à criminalidade

por publicado: 13/07/2018 00h00 última modificação: 24/07/2018 11h46
Ministério da Segurança Pública dará apoio às unidades da federação para integrar informações através do Sinesp

Brasília, 13/07/2018 – O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, detalhou nesta sexta-feira (13) o funcionamento do Boletim Nacional de Ocorrência, ferramenta que integra o Sistema Nacional de Segurança Pública (Sinesp) e permite integrar dados dos boletins de ocorrência registrados em todo país. Com isso, será possível auxiliar nos processos de investigação policial, padronizar o tratamento de dados, dar mais segurança às informações, além de nortear a formulação de políticas públicas no combate à criminalidade.

A integração permitirá que cada policial, em seu respectivo estado, acesse informações de um indivíduo que tenha cometido crime, podendo ver, em tempo real, se ele possui ocorrências em outras regiões do país.

 “Esse sistema vai produzir um salto em termos de produtividade. É um passo inicial para a integração das nossas polícias, o que é decisivo e fundamental no combate ao crime organizado”, afirmou o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmannn.

Policiais todas as regiões do país poderão fazer o boletim de ocorrência utilizando a ferramenta que faz parte do Sistema Nacional de Segurança Pública (Sinesp), disponível gratuitamente para todas as unidades da federação. Aqueles que possuem sistemas próprios poderão enviar os dados para o governo federal utilizando tabelas de referência. As informações integradas servirão para os órgãos de segurança analisar a criminalidade em determinadas regiões e auxiliar o processo de investigação.

De acordo com o Secretário Nacional de Segurança Pública, Flávio Basílio, atualmente 14 estados já abastecem o sistema de boletins de ocorrência. A previsão é que a integração seja concluída em 2019.

“Essa cobertura está em 14 estados e outros ainda estão em processo de negociação. Toda a tecnologia, toda a rede está pronta para incorporar outros estados no sistema”, afirmou.

O ministro Raul Jungmann esclareceu que não há resistência por parte das unidades da federação na integração dos dados e que elas receberão apoio para aderir ao sistema.

“Não há estado que diga que não vai entrar, o que existem são algumas dificuldades pontuais que eles possuem e que vão ser superadas com o nosso apoio. No entanto, por lei, quem não se integrar evidentemente ficará fora dos recursos de custeio e investimento. É lei e vamos ter que cumprir”, ressaltou.

Segundo o ministro, o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), instituído pela Lei nº 13.675/18  terá uma curadoria responsável por monitorar e avaliar periodicamente as ações desenvolvidas.

Em agosto, será instalado o Conselho Nacional de Segurança Pública, órgão responsável por formular, monitorar, discutir e integrar a segurança pública no país. O conselho ficará responsável por dar andamento à Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social e o plano nacional que contará com indicadores e metas que envolvam a União, estados e municípios.

“Chegou a era da transparência. Essa é a nova realidade da segurança pública no Brasil. E uma de nossas preocupações é integrar as informações, fundamental para combater o crime organizado”, afirmou o ministro.

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